quinta-feira, 21 de julho de 2011

Entre iniciantes e peregrinos

Quando comecei a ler sobre bruxaria, queria entender o que era, o que se fazia, e entender ela como um todo... Anos se passaram e eu to na mesma luta rs. Uma época veio aquela coceira na mão para fazer algo... chamar algum deus, fazer algum feitiço, fazer alguma celebração... e mais estudo para saber o que eu estava fazendo...

As vezes é preciso uma iniciação... As vezes não, quase sempre... Seja de coração aberto e com medo para colocar a mão no fogo e sentir que ele queima e saber reconhecer o fogo quando ele se aproxima e as vezes é alguém ja da "senda" que te inicia.

Mas e até lá? Quando o peregrino não consegue encontrar pessoas para inicia-lo e deixar o caminho mais aperto para ele sentir a energia daquele caminho que ele quer trilhar? Ai começam as "bobeiras" magicas que cometemos, rito sem conhecimento, mas muita ousadia e curiosidade, atrair espiritos errantes para nossa casa e vida, mas isso tudo AS VEZES vem da vontade do iniciantes de ter contato com o caminho dele (ou que ele escolheu) ou vem da superioridade egoica de achar que pode tudo porque tem "O Poder"...

E ai, o que poderia o pobre do peregrino fazer... meter as caras e aprender na "raça" chamando as vezes coisas que ele não queria pra si, ou esperando por alguém que o inicie e aprender na raça também rs.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

La Muerte


Trecho Retirado do livro "Mulheres que correm com os Lobos" de Clarissa Pinkola

¹"(...) Bem ao norte da região das dunas nos Grandes Lagos, onde ainda vivem
pessoas que falam um dialeto bíblico cheio de tus e vós, há uma história intitulada
"Dead Bolt". Na versão que me foi passada pela sra. Arlen Scheffeler, trata-se da
história de uma mulher que recebe junto à sua lareira um viajante chamado Morte. A
velha não sente medo. Ela parece saber que a Morte tanto dá a vida quanto distribui a
morte. Ela sabe que a Morte é a causa de todas as lágrimas e de todo o riso.
Ela diz ao viajante que ele é bem-vindo ao seu lar, que ela o amou durante
"todas as colheitas, todos os pousios dos campos, os nascimentos dos filhos, as
mortes dos filhos". Ela afirma que o conhece e que ele é seu amigo. "Trouxeste-me
muito pranto e muita dança, Morte. Podes dar as instruções. Conheço bem os
passos!"

Para fazer amor, se queremos amar, bailamos con La Muerte, dançamos com a
Morte. Haverá enchentes, haverá secas; haverá recém-nascidos, natimortos e ainda o
renascimento de algo novo. Amar é aprender os passos. Fazer amor é dançar a dança.(...)"

¹- Página 121

sábado, 9 de julho de 2011

Quando os deuses mitologicos antigos trazem morte

Não gosto quando atacam as mitologias antiga, falando que todas elas viviam em guerra e que o deus deles traziam guerra e morte. O panorama daquela época era sim de guerras e mortes, afinal um povo e país só cresciam a medida que conquistavam outras terras, mas era também época de consquistas e crescimento.

Os próprios católicos foram perseguidos durante o cristianismo primitivo, pois não adoravam os deuses romanos e nem homenageavam o imperador, logo o deus deles nessa época trouxe sim morte a estes cristãos.

Muito dos cultos passado se foram, mas bastante se mantém até hoje, com diferentes rostos e nomes, mas ainda sim a mesma essência. O Cristianismo é mais um culto que na minha opinião ainda tenta viver e crescer, tentando mostrar "A verdade" (Do que acreditam, e eles realmente acreditam, por isso é a verdade para eles.) aos outros. 

Para se justificar cada um utiliza os argumento que pode, puxando a sardinha para o seu lado, logo os pagões, adoradores do diabo eram pessoas que deveriam ser exterminadas, selvagens, pois traziam o mal dentro de si.Como disse uma vez num post os padres ou pessoas que utilizavam a palavra de "Deus" para catequisar e matar os que resistissem ao deus novo eram os selvagens, os adoradores de um "diabo" e de um deus que trazia morte.

Atualmente essa briga ainda persiste, pessoas tentam catequisar outras, trazer para o lado de "Deus", mostrando que a mulher não é tão divina quanto o homem, que se utilizar do sexo, da natureza e do poder selvagem dentro de cada um é pecado e vai te levar a uma pós vida de sofrimento.

Por um lado entendo que antigamente tudo era muito bruto e violento, a lei vinha do mais forte e do mais agil para pegar o que tivesse na mão e matar o outro que não concordasse rs. Nesse ponto o cristianismo deu uma freiada (será?) nessa violência saindo da guerra entre punhos e espadas para a guerra das linguas e influências, beleza, todo mundo se acalmou (ou quase todo mundo...) as guerras de punhos continuam, podemos pensar que não somos mais tão selvagens quanto antigamente, penso eu isso ser um engano, acredito que nos acostumamos a ver que "fulano(a) foi morto por facas, pedras, tiro, afogamento, briga de bar, pelo companheiro, pelo pai, pelo filho(a), mandado pelo delegado, pelo traficante..." etc. Agora estou realmente pensando qual das épocas é mais violenta? Parece que estamos iguais ainda só não percebemos e achamos que estamos mais "evoluidos", mas existe uma perda grande, com a ida dos antigos costumes e sabedorias, os pais não conseguem mais educar seus filhos, a uma força para voltarmos a respeitar a natureza e lembrar que dependemos dela acima de tudo, pois o respeito por essa estava aos poucos indo ralo a baixo, e isso sim pode causar uma morte maior que as guerras do passado, a morte da humanidade como uma só.


Não evoluimos das antigas civilizações, num geral é uma porcentagem bem pequena que concilia a sabedoria antiga com a civilidade atual.

E sobre as guerras das civilizações antigas das quais os deuses deles só traziam morte, as mortes foram naquela época e ficaram lá e na lembrança do mundo. A guerra nas "terras santas" da onde veio Jesus e toda a sua mitologia, permanece até hoje, matando iraquianos, iranianos dentre outros, o deus deles Ainda tráz morte a eles...